Antes de partir para a FIV, é preciso saber o que está no caminho
Dificuldade para engravidar tem causa, e a causa muda o tratamento. Endometriose, mioma, reserva ovariana, fator masculino — cada uma pede uma conduta diferente. FIV é um dos caminhos, não o primeiro de todos.
O momento certo de investigar
Esperar mais do que o necessário custa tempo — e tempo, aqui, é o fator que menos perdoa. Vale procurar avaliação quando:
O casal inteiro, não só a mulher
Cerca de metade dos casos envolve fator masculino, isolado ou somado. Investigar só um lado atrasa o diagnóstico e leva a tratamento que não resolve.
Reserva ovariana
Hormônio antimülleriano e contagem de folículos mostram quantos óvulos ainda existem. Não medem qualidade, e reserva baixa não significa infertilidade.
Útero e trompas
Ultrassom especializado e histeroscopia avaliam a cavidade. Pólipo, mioma submucoso ou aderência podem impedir a implantação — e têm correção.
Fator masculino
Espermograma completo. Quando alterado, existe investigação e tratamento próprios — e isso muda a escolha entre inseminação e FIV.
Do mais simples ao mais complexo
- Indução da ovulação: para quem não ovula regularmente, com acompanhamento por ultrassom
- Inseminação intrauterina: quando as trompas estão livres e o espermograma é adequado
- FIV e ICSI: quando há fator tubário, endometriose avançada, fator masculino importante ou falha dos caminhos anteriores
- Congelamento de óvulos: para preservar a fertilidade antes que a reserva caia
- Correção cirúrgica: quando endometriose, mioma ou pólipo estão no caminho da gravidez
Uma ressalva honesta: nem toda dificuldade para engravidar exige FIV. Muitos casais engravidam com indução simples, com correção de um problema pontual, ou com ajuste de tempo e frequência. Partir direto para o tratamento mais complexo custa caro e nem sempre é o que resolve.
A idade pesa mais que qualquer tratamento
É o fator isolado mais determinante, e nenhuma técnica reverte completamente o tempo. Por isso a conversa honesta sobre expectativa vem antes da conversa sobre procedimento.
Se você tem menos de 35 e está começando a tentar, talvez precise apenas de orientação. Se tem mais de 38, ou já teve resultado ruim antes, cada ciclo perdido pesa — e a investigação rápida vale mais do que esperar mais um ano.
Sobre valores: FIV, inseminação e congelamento têm custos bem diferentes entre si, e o orçamento depende do seu caso e da medicação necessária. A equipe informa tudo por escrito, com o que está incluso, antes de qualquer decisão.
Dr. Stênio Deslandes
Ginecologista com três áreas de atuação reconhecidas: Ginecologia e Obstetrícia, Endoscopia Ginecológica — a cirurgia por vídeo — e Reprodução Assistida. Graduação e residência pela UFPR, fellowship em cirurgia minimamente invasiva pelo HC-UFPR, especialização em endocrinologia ginecológica pela UNIFESP e em reprodução humana pela Santa Casa e FMABC.
Essa combinação importa aqui: quando a dificuldade para engravidar vem de endometriose ou mioma, o mesmo médico investiga, opera e conduz o tratamento de fertilidade — sem você recomeçar a história a cada consulta.
na Doctoralia
“Profissional excelente, atencioso, muito claro nas explicações do problema e procedimentos.”
Avaliação verificada · DoctoraliaConte sua história
Estas informações chegam ao Dr. Stênio antes da consulta. Pode deixar em branco o que não souber.
A equipe do Dr. Stênio responde no horário comercial. Se preferir adiantar, fale agora pelo WhatsApp.
O que os casais mais perguntam
Reserva ovariana baixa significa que não vou engravidar?
Não. A reserva mostra quantidade de óvulos, não qualidade nem impossibilidade. Muitas mulheres com reserva baixa engravidam. O que ela indica é urgência: vale investigar e decidir mais rápido, sem esperar mais um ano.
Quantas tentativas de FIV são necessárias?
Varia muito com a idade e a causa. Uma parte engravida no primeiro ciclo, outra precisa de mais de um. Ninguém honesto garante resultado em uma tentativa — o que se pode fazer é estimar a chance a partir do seu caso, com transparência.
Tenho endometriose. Preciso operar antes de tentar FIV?
Depende. Em alguns casos a cirurgia melhora a chance de gravidez; em outros, ela pode reduzir a reserva ovariana e o melhor é ir direto para a FIV. Essa decisão precisa de quem entende dos dois lados — cirurgia e reprodução — para não custar tempo nem óvulos.
Com que idade faz sentido congelar óvulos?
Quanto antes, melhor a qualidade — em geral até os 35 anos o resultado é bem superior. Depois dos 38 ainda é possível, mas a chance por óvulo cai e costuma exigir mais ciclos. O exame de reserva ajuda a decidir com dado, não com achismo.
Atende por convênio?
A consulta é particular — o valor atualizado é informado pelo WhatsApp do consultório. Tratamentos de reprodução assistida raramente têm cobertura pelos planos; a equipe explica cada custo por escrito antes de qualquer decisão.
Cada ciclo conta
Se você já tentou por tempo suficiente, o próximo passo não é tentar mais um pouco — é entender o que está no caminho.