Dr. Stênio Deslandes CRM-SP 195.624 · RQE 70.891 Falar agora
Reprodução humana

Antes de partir para a FIV, é preciso saber o que está no caminho

Dificuldade para engravidar tem causa, e a causa muda o tratamento. Endometriose, mioma, reserva ovariana, fator masculino — cada uma pede uma conduta diferente. FIV é um dos caminhos, não o primeiro de todos.

FIV e ICSI Inseminação Congelamento de óvulos Reprodução Assistida · RQE
Quando procurar

O momento certo de investigar

Esperar mais do que o necessário custa tempo — e tempo, aqui, é o fator que menos perdoa. Vale procurar avaliação quando:

Um ano de tentativas sem gravidez, com vida sexual regular
Seis meses de tentativas, se você tem mais de 35 anos
Ciclos irregulares ou ausência de menstruação
Endometriose, mioma ou cirurgia pélvica anterior
Dois ou mais abortamentos
Quer engravidar mais tarde e pensa em preservar a fertilidade
A investigação

O casal inteiro, não só a mulher

Cerca de metade dos casos envolve fator masculino, isolado ou somado. Investigar só um lado atrasa o diagnóstico e leva a tratamento que não resolve.

01

Reserva ovariana

Hormônio antimülleriano e contagem de folículos mostram quantos óvulos ainda existem. Não medem qualidade, e reserva baixa não significa infertilidade.

02

Útero e trompas

Ultrassom especializado e histeroscopia avaliam a cavidade. Pólipo, mioma submucoso ou aderência podem impedir a implantação — e têm correção.

03

Fator masculino

Espermograma completo. Quando alterado, existe investigação e tratamento próprios — e isso muda a escolha entre inseminação e FIV.

Os caminhos

Do mais simples ao mais complexo

  • Indução da ovulação: para quem não ovula regularmente, com acompanhamento por ultrassom
  • Inseminação intrauterina: quando as trompas estão livres e o espermograma é adequado
  • FIV e ICSI: quando há fator tubário, endometriose avançada, fator masculino importante ou falha dos caminhos anteriores
  • Congelamento de óvulos: para preservar a fertilidade antes que a reserva caia
  • Correção cirúrgica: quando endometriose, mioma ou pólipo estão no caminho da gravidez

Uma ressalva honesta: nem toda dificuldade para engravidar exige FIV. Muitos casais engravidam com indução simples, com correção de um problema pontual, ou com ajuste de tempo e frequência. Partir direto para o tratamento mais complexo custa caro e nem sempre é o que resolve.

O que quase ninguém fala

A idade pesa mais que qualquer tratamento

É o fator isolado mais determinante, e nenhuma técnica reverte completamente o tempo. Por isso a conversa honesta sobre expectativa vem antes da conversa sobre procedimento.

Se você tem menos de 35 e está começando a tentar, talvez precise apenas de orientação. Se tem mais de 38, ou já teve resultado ruim antes, cada ciclo perdido pesa — e a investigação rápida vale mais do que esperar mais um ano.

Sobre valores: FIV, inseminação e congelamento têm custos bem diferentes entre si, e o orçamento depende do seu caso e da medicação necessária. A equipe informa tudo por escrito, com o que está incluso, antes de qualquer decisão.

Quem vai te atender

Dr. Stênio Deslandes

Ginecologista com três áreas de atuação reconhecidas: Ginecologia e Obstetrícia, Endoscopia Ginecológica — a cirurgia por vídeo — e Reprodução Assistida. Graduação e residência pela UFPR, fellowship em cirurgia minimamente invasiva pelo HC-UFPR, especialização em endocrinologia ginecológica pela UNIFESP e em reprodução humana pela Santa Casa e FMABC.

Essa combinação importa aqui: quando a dificuldade para engravidar vem de endometriose ou mioma, o mesmo médico investiga, opera e conduz o tratamento de fertilidade — sem você recomeçar a história a cada consulta.

5,0 290+ avaliações verificadas
na Doctoralia

“Profissional excelente, atencioso, muito claro nas explicações do problema e procedimentos.”

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Estas informações chegam ao Dr. Stênio antes da consulta. Pode deixar em branco o que não souber.

Dúvidas frequentes

O que os casais mais perguntam

Reserva ovariana baixa significa que não vou engravidar?

Não. A reserva mostra quantidade de óvulos, não qualidade nem impossibilidade. Muitas mulheres com reserva baixa engravidam. O que ela indica é urgência: vale investigar e decidir mais rápido, sem esperar mais um ano.

Quantas tentativas de FIV são necessárias?

Varia muito com a idade e a causa. Uma parte engravida no primeiro ciclo, outra precisa de mais de um. Ninguém honesto garante resultado em uma tentativa — o que se pode fazer é estimar a chance a partir do seu caso, com transparência.

Tenho endometriose. Preciso operar antes de tentar FIV?

Depende. Em alguns casos a cirurgia melhora a chance de gravidez; em outros, ela pode reduzir a reserva ovariana e o melhor é ir direto para a FIV. Essa decisão precisa de quem entende dos dois lados — cirurgia e reprodução — para não custar tempo nem óvulos.

Com que idade faz sentido congelar óvulos?

Quanto antes, melhor a qualidade — em geral até os 35 anos o resultado é bem superior. Depois dos 38 ainda é possível, mas a chance por óvulo cai e costuma exigir mais ciclos. O exame de reserva ajuda a decidir com dado, não com achismo.

Atende por convênio?

A consulta é particular — o valor atualizado é informado pelo WhatsApp do consultório. Tratamentos de reprodução assistida raramente têm cobertura pelos planos; a equipe explica cada custo por escrito antes de qualquer decisão.

Cada ciclo conta

Se você já tentou por tempo suficiente, o próximo passo não é tentar mais um pouco — é entender o que está no caminho.

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